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ENFERMEIROS do Curry Cabral recusaram ajudar pessoa caída na Rua e a sangrar em frente ao próprio Hospital


Passou-se a 22 de Agosto em Lisboa. Merece a maior das atenções.

"Reprodução de texto autorizado por João Paulo Vaz.

Toma atenção a esta ambulância do INEM!!!

Hoje, no centro de Lisboa, a cinco metros da porta das traseiras do Hospital Curry Cabral, na Rua Laura Alves, o Senhor Amadeu (nome real) teve um episódio de crise dentro do seu carro, que o levou a urinar-se, a tentar sair de dentro do carro, agarrar-se ao espelho exterior que não aguentou com o peso e se partiu, acabando ele por cair estatelado no chão de pedra. Abriu a cabeça, perdeu bastante sangue.

Acorremos, era uma da tarde. Ligou-se para o INEM, por suspeitarmos de algo grave, talvez AVC. Disseram-nos que iam enviar uma ambulância do INEM, mas que ia demorar. O Senhor Amadeu lá continuou deitado no chão, com a voz entaramelada e o sol a dar-lhe na cabeça. Procurámos um caixote de cartão para lhe tentar fazer alguma sombra e fomos tentando falar com ele. Procurámos um polícia. Desde Entrecampos, Av. De Berna, Campo Pequeno, Apolo 70, Av. 5 de Outubro, Av. da República, nenhum. Nem municipal, nem PSP, nem em carros nem a pé.

Cerca das 13:30 voltei eu próprio a ligar para o 112. Já tinham a ocorrência mas ainda não tinham ambulância, mas que iam mandar. Peço também um polícia, pois o Senhor Amadeu tinha o carro aberto, com os seus pertences (carteira, telemóveis, chaves do carro e carro aberto); perguntaram-me para que queria a polícia, expliquei a situação e disseram-me que devia ser eu a mexer nas coisas do Senhor Amadeu. EU?!?!

Entretanto conseguimos que uma das ambulâncias que saíam do hospital, esta de uma empresa privada, parasse e os tripulantes ajudassem, muito prestáveis, a imobilizar o Senhor Amadeu (o Hospital Curry Cabral não tem urgências, ainda assim, pedimos para enfermeiros do hospital nos poderem ajudar, mas disseram-nos que tinha de ser o INEM a levar para outro Hospital e os tripulantes da ambulância privada nada estão autorizados a fazer nestas situações, de acordo com o protocolo do próprio INEM a quem informámos disso mesmo).

Com o tempo a passar e nada de ambulância do INEM, tento ligar para a TVI e para o Correio da Manhã. Talvez com a comunicação social presente e perante um ‘furo’ jornalístico, daqueles sensacionalistas, do CM nem atendem e da TVI explicando o teor da notícia, pedem-me o nome e contacto e nada se passou também. Novamente às 14 horas (a minha pausa de almoço hoje foi para ajudar o próximo) volto a ligar para o 112, onde me dizem que finalmente a ambulância tinha ficado disponível e que a iam agora enviar (estamos a 2 minutos do local de onde saem as ambulâncias, na lateral do Hotel Roma!).

Parece que só existe uma viatura operacional e tripulada em Lisboa, por isso documentei-a para poder partilhar convosco. Toma atenção a esta ambulância do INEM, porque é única em funcionamento hoje em Lisboa. Chegou ao pé de nós às 14:02.

Pensa nisto: Em pleno 2018, no centro da capital de um país da União Europeia, um país que, conforme nos contam, é um paraíso em que tudo está bem, numa verdadeira situação de emergência médica, é possível morrer à porta de um hospital público desesperando por socorro por mais de uma hora!

Foi o Senhor Amadeu… mas podias ser TU e podia ser EU!!!"

Fonte e foto: Facebook


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