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CUIDADO, restaurantes e supermercados vendem PALOCO em vez de BACALHAU!!


No portal da queixa, achamos uma reclamação que nos chamou a atenção. Hoje em dia a preocupação com a alimentação é muita e muitas das vezes somos enganados ao comprar produtos nos supermercados, pois acreditamos no seu rótulo.

Num recente artigo da Revista Visão, encontramos umas verdades muito inconvenientes. No que toca ao bacalhau que compramos, ou que comemos em alguns restaurantes, na verdade nem sequer é bacalhau, é um peixe da mesma espécie mas muito mais barato. 

Deixamos a reclamação e um trecho do que vem no artigo da visão e claro com o seu respectivo link para que possa ler e deixe de ser enganado.

"Gonçalo Elias - 2010 - Comprei uma embalagem de Bacalhau Espiritual da marca "Cozinha pronta". Posteriormente, ao ler o rótulo da embalagem verifiquei que a composição anunciada é a seguinte:

"Leite em pó reconstituído, cebola, bacalhau e espécies afins (17%) [Paloco (14,2%) e Gadus macrocephalus (2,3%)], cenoura, batata frita (...). Contém leite e derivados, peixe (bacalhau e espécie afim)."

Acontece que o paloco (espécie referida como afim e que compõe 80% da porção de peixe incluída) nem sequer é um bacalhau, pois não pertence ao género Gadus.

Não tenho nada contra a comercialização de outros peixes, mas parece-me ilegítimo e enganoso usar a designação "bacalhau espiritual" para um prato em que 80% do peixe utilizado pertence a uma outra espécie, o paloco).

Solicito assim um esclarecimento sobre o enquadramento legal do uso desta designação no produto supracitado.

Cumprimentos"

Fonte: Portal da Queixa | Foto: Chef Continente

PALOCO PASSA POR BACALHAU EM RESTAURANTES

Um relatório do Parlamento Europeu sobre fraude alimentar, publicado em 2013, identifica, por ordem, os dez produtos com maior risco de falsificação na Europa – azeite, peixe, alimentos biológicos, leite, cereais, mel e xarope de ácer, café e chá, especiarias, vinho e certos sumos de fruta.

Alguns destes alimentos estão igualmente entre as fraudes mais comuns em território nacional, segundo a ASAE: a venda de peixes e carnes diferentes dos declarados ou com aditivos proibidos (para aumentar o peso do alimento), queijos de cabra produzidos com leite de vaca ou ovelha, azeites adulterados com outros óleos vegetais, vinhos caros falsificados e aguardentes vínicas com mistura de destilados mais baratos, como maçã e cana-de-açúcar.

Sendo um dos maiores consumidores mundiais de peixe per capita, Portugal é particularmente afectado pela possibilidade de fraudes nesta área. E, a julgar por investigações noutros países, temos razões para estar preocupados. Nos EUA, a Oceana (a maior organização não governamental dedicada à protecção dos oceanos) concluiu, após análises a amostras recolhidas em restaurantes e supermercados, que 59% dos peixes testados não eram os anunciados. No caso da albacora, uma espécie próxima do atum, 84% das colheitas revelaram ser escolar, um peixe que em quantidades razoáveis provoca perturbações gastrointestinais. Noutro estudo, a associação ecologista analisou o ADN de 82 amostras de salmão e descobriu que, entre os que se diziam “selvagem”, um em cada três era, na verdade, de aquicultura.

Manuel Tarré, presidente da Associação da Indústria Alimentar pelo Frio (ALIF), duvida de que este tipo de embuste seja frequente na indústria portuguesa de peixe, devido aos certificados de rastreabilidade obrigatórios na União Europeia. Mas isso não quer dizer que podemos confiar que comemos sempre o que nos dizem. “Acontece nos restaurantes e refeitórios, sim, e as pessoas não chegam a aperceber-se de que consomem uma coisa a achar que é outra. A maioria não consegue distinguir um peixe de outro. Não é como a carne. Vaca é obviamente vaca, porco vê-se que é porco…

A ASAE não tem montado no laboratório um sistema de verificação de espécies para o pescado, como tem para a carne. Não são analisados, por exemplo, os bacalhaus desfiados ou as tiras de polvo à venda nos supermercados para despistar paloco ou pota, visualmente semelhantes, mas com um valor comercial muito mais baixo. Há, contudo, ações de fiscalização em restaurantes através do cruzamento de guias e faturas, que redundam na abertura de processos – se um estabelecimento compra paloco e serve bacalhau à Brás, para onde foi o paloco e de onde vem o bacalhau? O mesmo acontece na indústria transformadora: também pela via administrativa, já têm sido apanhadas pelas autoridades empresas que produzem pastéis de “bacalhau” com paloco.



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