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Bombeiros passaram fome em Monchique


Alimentação chegou a ser "dois pães com manteiga, uma barra de cereais, uma garrafa de água" e pouco mais.

"Os bombeiros nos incêndios comem pior que os sem-abrigo". A denúncia é da APROSOC - Associação de Protecção e Socorro, referindo como exemplo o incêndio de Monchique, onde a alimentação dos bombeiros "chegou a ser dois pães com manteiga, uma barra de cereais, uma garrafa de água, uma bebida energética e uma maçã". Isto quando, por exemplo, "a comunidade sem-abrigo de Lisboa ou do Porto recebe frequentemente refeições quentes". E "até as refeições frias são geralmente mais adequadas do que o que em muitos teatros de operações é disponibilizado aos operacionais", acusa a APROSOC.

A associação acrescenta que "continua a verificar-se a inadequação dos locais de descanso e condições de repouso dos operacionais", pelo que "em muitos casos acabam por repousar deitados no chão". Contactada pelo CM, a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) garantiu que "o apoio logístico ao teatro de operações do incêndio em Monchique funcionou de forma correta". E frisou que ao Posto de Comando Operacional "não chegou qualquer queixa ou informação negativa sobre o apoio logístico prestado aos operacionais envolvidos". A alimentação fornecida em Monchique "teve em consideração as necessidades nutricionais e energéticas associadas a este tipo de operação", diz ainda a ANPC.

Movimento apoia desalojados

Fundado por naturais de Monchique e com mais de 200 voluntários, o movimento Ajuda Monchique foi criado para apoiar a população afectada, propondo o apadrinhamento de famílias desalojadas. "Temos 250 famílias afectadas, das quais 160 precisam de ajuda", avançam.

Área cinco vezes superior ao resto do ano

A área ardida no fogo que lavrou em Monchique de 3 a 10 deste mês foi quase cinco vezes superior à consumida por incêndios nos sete primeiros meses do ano, revela o último relatório provisório de incêndios rurais do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas. Até 31 de julho registaram-se 5564 hectares de área ardida, em 6505 fogos ocorridos, enquanto que no incêndio de Monchique as chamas consumiram uma área de 27 635 hectares.

SAIBA MAIS

74 casas foram afectadas pelas chamas, no concelho de Monchique, sendo que 30 eram primeiras habitações, adiantou ontem o presidente da Câmara de Monchique, Rui André. Existem ainda muitas outras construções atingidas.

Fogo em 4 concelhos

O concelho de Monchique foi onde ardeu uma área maior - cerca de 17 600 hectares - enquanto que em Silves as chamas consumiram cerca de 10 mil. O fogo atingiu ainda os concelhos de Portimão e Odemira.

Fonte e foto: CM


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