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Bombeiros nos incêndios comem pior que sem-abrigo



A APROSOC – Associação de Protecção e Socorro conclui que em muitos casos a alimentação disponibilizada aos operacionais empenhados no combate aos incêndios, não tem em conta as necessidades energéticas face ao esforço despendido, não considera o número de horas de trabalho físico nem a necessidade de nutrientes que facilitam o raciocínio.

Pode, portanto, concluir-se que quem decide sobre a alimentação não é nem consultou nenhum nutricionista.

Se comparada a alimentação disponibilizada nos incêndios com aquela que é disponibilizada nos grandes centros urbanos às pessoas em condição de sem-abrigo, facilmente se conclui que por um lado a pessoa sem-abrigo come melhor, e por outro lado se conclui que as IPSS e outras organizações que se dedicam à alimentação da pessoa sem-abrigo, estão mais vocacionadas para a logística de emergência do que a esmagadora maioria das Associações de Bombeiros que geralmente se encarregam de disponibilizar alimentação aos seus operacionais.

Neste contexto, a APROSOC – Associação de Protecção e Socorro, propõe que as autarquias e a Autoridade Nacional de Protecção Civil, protocolizem com outras entidades que não as Associações de Bombeiros, a confecção e distribuição de alimentação aos operacionais no terreno em missões de protecção civil e socorro, atendendo a que apesar da longa experiência das Associações de Bombeiros, não é sentida no terreno qualquer evolução na qualidade e adequação da esmagadora maioria das refeições disponibilizadas, e que uma vez mais no caso do Incêndio de Monchique chegou a ser: dois pães com manteiga, uma barra de cereais, uma garrafa de água, uma bebida energética, e uma maçã.

A título de exemplo, a comunidade sem-abrigo de Lisboa, ou do Porto, recebe frequentemente refeições quentes, e mesmo até as refeições frias são geralmente mais adequadas do que o que em muitos Teatros de Operações é disponibilizado aos operacionais, que em muitos casos acabam de (quando possível) se socorrerem de estabelecimentos de restauração (quando eles existem nas imediações) para procurar fazer uma refeição mais diferenciada, que contenha os nutrientes em falta.

Por outro lado, continua a verificar-se a inadequação dos locais de descanso e condições de repouso dos operacionais inadequados às suas necessidades, pelo que em muitos casos acabam por repousar deitados no chão como que de pessoas sem-abrigo se tratasse apesar de muitos os clamarem heróis.

A APROSOC salienta que estas situações não são generalizadas, mas muitíssimo frequentes, e por isso geradoras de grande preocupação para esta Associação.

Fonte e foto: Região Sul


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